TEMA: Poluição Marinha por Plásticos IV
Nossa aula foi:
EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
HABILIDADES
Definir recorte temático dentro da problemática em estudo.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Tema
CONTEÚDO
Tema
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é realizar
leitura e extrair tópicos frasais do texto selecionado para a problemática da
pesquisa.
Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a
leitura de um fragmento poluição marinha por plásticos e o direito
internacional do ambiente. Esses tópicos frasais servirão para compreensão da
temática e para produção textual do relatório final da pesquisa.
MATERIAL:
ZANELLA, Tiago
Vinícius. Poluição marinha por plásticos e o direito internacional do ambiente.
In RIDB, Ano 2, nº 12, 2013. (pág. 14478-14480)
INTRODUÇÃO AO
PROBLEMA III
10. Praticamente toda
vida marinha pode ser colocada em risco pelo plástico. A ingestão desta sopa de
polímeros sintéticos causa a morte de milhares de espécies todo ano. Ainda, por
repelirem a água, a resina do plástico acaba atraindo diversos outros tipos de
poluentes hidrofóbicos, principalmente compostos orgânicos venenosos como
pesticidas (DDT) e bifenilos policlorados (PCBs), funcionando como verdadeiras
esponjas de sujeira. Estas substâncias - além do próprio plástico, tratado com
aditivos tóxicos como bisfenol A, que podem causar câncer e infertilidade - vão
se acumulando ao longo da cadeia alimentar e podem chegar aos seres humanos. O
principal animal que consome estes plásticos são os plânctons, base de toda
cadeia alimentar marinha. Em coleta de plânctons foi detectado que mais de 60%
das espécies capturadas continham traços e resquícios de polímeros.
11. Pelo menos 267
espécies diferentes são conhecidas por terem se entrelaçado ou ingerido
detritos de plástico, incluindo as aves marinhas, tartarugas, focas, leões
marinhos, baleias, peixes, entre outros. Deste modo, a enorme quantidade de
material plástico nos oceanos constitui uma real ameaça à fauna marinha,
comprometendo as mais variadas espécies. Ainda, as consequências podem ser
maiores. O acúmulo de detritos de plástico pode funcionar como uma balsa e
transportar espécies exóticas de uma região à outra. Os danos aos recifes de
corais também podem ser amplos, uma vez que esta espécie é sensível a
alterações no seu habitat e o material plástico, sobretudo produtos de pesca,
causa a destruição destes corais.
12. Soma-se a isto o
fato de as perdas econômicas em razão da poluição marinha por plásticos serem
enormes. As principais (e diretas) implicações econômicas do problema assentam,
entre outros, nas avarias às embarcações e na diminuição da pesca. No primeiro
caso os detritos de plásticos causam danos às hélices, bem como entopem as
tubulações e sistemas de resfriamento de água. Já as perdas do setor pesqueiro
podem ser ainda maiores. Neste sentido, afirma Paul Hagen:
13. “Plásticos no ambiente marinho matam um grande número de peixes. Redes feitas de algodão e outros materiais biodegradáveis, que rapidamente se desintegram na água salgada são agora quase que exclusivamente construídas somente com materiais sintéticos. [...] No Pacífico Norte estima-se que são introduzidas aproximadamente 1.624 milhas de redes de pesca a cada ano. Estas redes de pescas perdidas ou jogadas no meio marinho continuam fortes o suficiente para capturar peixes e animais marinhos por cerca de seis anos. Assim, estas redes fantasmas podem esgotar os recursos marinhos por anos ao prenderem os peixes e outros animais. Em 1974 armadilhas de lagostas perdidas ou descartadas no mar na costa da Nova Inglaterra, principalmente construídas com material sintético, foram responsáveis por uma perda anual estimada em mais de 248 milhões de dólares”.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno dos
tópicos frasais elaborados com base na leitura do texto.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA
FLEXIBILIZADA🎒
Registro no caderno de palavras-chave
encontradas na leitura do texto.