Aula 31 Poluição Marinha por Plásticos IV

TEMA: Poluição Marinha por Plásticos IV

Nossa aula foi: sexta-feira, 14 de junho de 2024.

EIXO TEMÁTICO

Investigação, estudo e pesquisa

 

HABILIDADES

Definir recorte temático dentro da problemática em estudo.

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

Tema

 

CONTEÚDO

Tema

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é realizar leitura e extrair tópicos frasais do texto selecionado para a problemática da pesquisa.

Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a leitura de um fragmento poluição marinha por plásticos e o direito internacional do ambiente. Esses tópicos frasais servirão para compreensão da temática e para produção textual do relatório final da pesquisa.

 

MATERIAL:

ZANELLA, Tiago Vinícius. Poluição marinha por plásticos e o direito internacional do ambiente. In RIDB, Ano 2, nº 12, 2013. (pág. 14478-14480)

 

INTRODUÇÃO AO PROBLEMA III

10. Praticamente toda vida marinha pode ser colocada em risco pelo plástico. A ingestão desta sopa de polímeros sintéticos causa a morte de milhares de espécies todo ano. Ainda, por repelirem a água, a resina do plástico acaba atraindo diversos outros tipos de poluentes hidrofóbicos, principalmente compostos orgânicos venenosos como pesticidas (DDT) e bifenilos policlorados (PCBs), funcionando como verdadeiras esponjas de sujeira. Estas substâncias - além do próprio plástico, tratado com aditivos tóxicos como bisfenol A, que podem causar câncer e infertilidade - vão se acumulando ao longo da cadeia alimentar e podem chegar aos seres humanos. O principal animal que consome estes plásticos são os plânctons, base de toda cadeia alimentar marinha. Em coleta de plânctons foi detectado que mais de 60% das espécies capturadas continham traços e resquícios de polímeros.

11. Pelo menos 267 espécies diferentes são conhecidas por terem se entrelaçado ou ingerido detritos de plástico, incluindo as aves marinhas, tartarugas, focas, leões marinhos, baleias, peixes, entre outros. Deste modo, a enorme quantidade de material plástico nos oceanos constitui uma real ameaça à fauna marinha, comprometendo as mais variadas espécies. Ainda, as consequências podem ser maiores. O acúmulo de detritos de plástico pode funcionar como uma balsa e transportar espécies exóticas de uma região à outra. Os danos aos recifes de corais também podem ser amplos, uma vez que esta espécie é sensível a alterações no seu habitat e o material plástico, sobretudo produtos de pesca, causa a destruição destes corais.

12. Soma-se a isto o fato de as perdas econômicas em razão da poluição marinha por plásticos serem enormes. As principais (e diretas) implicações econômicas do problema assentam, entre outros, nas avarias às embarcações e na diminuição da pesca. No primeiro caso os detritos de plásticos causam danos às hélices, bem como entopem as tubulações e sistemas de resfriamento de água. Já as perdas do setor pesqueiro podem ser ainda maiores. Neste sentido, afirma Paul Hagen:

13. “Plásticos no ambiente marinho matam um grande número de peixes. Redes feitas de algodão e outros materiais biodegradáveis, que rapidamente se desintegram na água salgada são agora quase que exclusivamente construídas somente com materiais sintéticos. [...] No Pacífico Norte estima-se que são introduzidas aproximadamente 1.624 milhas de redes de pesca a cada ano. Estas redes de pescas perdidas ou jogadas no meio marinho continuam fortes o suficiente para capturar peixes e animais marinhos por cerca de seis anos. Assim, estas redes fantasmas podem esgotar os recursos marinhos por anos ao prenderem os peixes e outros animais. Em 1974 armadilhas de lagostas perdidas ou descartadas no mar na costa da Nova Inglaterra, principalmente construídas com material sintético, foram responsáveis por uma perda anual estimada em mais de 248 milhões de dólares”.

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno dos tópicos frasais elaborados com base na leitura do texto.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒

Registro no caderno de palavras-chave encontradas na leitura do texto.